Dia 6: Mdina, Rabat, Golden Bay e St Julians
O sol marcou presença neste dia e passear com sol torna qualquer viagem mais agradável. Fui visitar Mdina e Rabat durante a manhã e depois passei a tarde na praia.
Em Sliema apanhei o autocarro nº 202 em direção a Mdina. A viagem teve a duração de aproximadamente uma hora e uns quilómetros antes de chegar já era possível observar um enclave fortificado no topo da colina.
Mdina foi a capital de Malta antes da chegada dos cavaleiros. Quando Malta foi entregue aos cavaleiros, estes acharam a cidade distante da costa e instalaram-se em Vittoriosa. Desta forma, Mdina perdeu a influência política, mas manteve o núcleo religioso da ilha.
Atualmente, vivem cerca de 300 pessoas nesta cidade que também é conhecida por cidade silenciosa.
A principal porta de entrada na cidade fortificada é grandiosa. Esta porta de acesso ficou ainda mais famosa com a série guerra dos tronos.
Assim que entramos, do lado direito fica o Palácio Vilhena. Era um antigo hospital que agora acolhe o Museu de História Natural de Malta.
Percorri a Rua Villegaignon até à Catedral de São Paulo. A catedral fica na praça principal, no local onde o governador romano Públio terá conhecido São Paulo após o seu naufrágio em Malta. São Paulo foi acolhido em Mdina e acabou por se tornar padroeiro de Malta. Desta forma, esta catedral católica romana é dedicada ao Apóstolo São Paulo.
Mais à frente visitei a Igreja da Anunciação, também conhecida por igreja das Carmelitas. É uma igreja católica romana e a entrada é gratuita.
E logo a seguir está o Palácio Falson. É um dos edifícios mais antigos de Mdina, também conhecido por casa normanda.
De seguida fui apreciar a vista das muralhas. É na parte mais alta das muralhas que é possível obter uma vista sobre a ilha.
Percorrer as ruas medievais de Mdina tem encanto ao observar uma arquitetura característica. E para quem viu a série guerra dos tronos facilmente reconhece alguns cenários que aqui foram filmados.
A porta azul é um dos locais mais fotografados.
Não me cansei de percorrer as várias ruas estreitas porque todas são diferentes e encantadoras. Em algumas em profundo silêncio, pois são várias as placas espalhadas pelas paredes a pedir silêncio numa forma de respeito pelos moradores.
O meu principal conselho ao visitar Mdina é percorrer as vielas medievais e apreciar os vários edifícios arquitetónicos. A maioria dos palácios e museus são visitáveis e cobram a entrada. Nas principais ruas existem as tradicionais lojas de recordações.
De seguida, fui visitar Rabat que é facilmente acessível a pé desde Mdina. Mais um local para apreciar as bonitas varandas maltesas e perder-se nas ruas.
Rabat foi a localização de Melita, a capital romana. Esconde alguns tesouros antigos desde a era romana e do início do Cristianismo. É um local famoso por ser o lugar onde o apóstolo Paulo se refugiou depois do navio afundar-se.
Um dos locais mais emblemáticos é a Igreja de São Paulo. Esta igreja foi construída no século XVI sobre a gruta onde São Paulo se refugiou durante 3 meses.
Fui visitar as Catacumbas de São Paulo. O bilhete de entrada custou 6€*.
As catacumbas são complexos funerários subterrâneos que foram usadas pelas primeiras comunidades cristãs. São a prova mais antiga da cristandade organizada na ilha. O complexo tem uma dimensão considerável.
Depois de uma manhã a visitar locais históricos, decidi aproveitar o sol e ir até uma praia. Mais uma vez, de forma a tornar o percurso mais rápido, fui de bolt até Golden Bay.
Em Golden Bay fica uma praia que é considerada uma das mais belas praias de Malta. Encontra-se resguardada por falésias escarpadas e é bastante popular.
No final da tarde, no regresso a Sliema apanhei o autocarro nº 44. No entanto, decidi sair em St. Julian’s.
St. Julian’s tem uma bonita marina e marginal. É aqui que se encontram algumas cadeias de hotéis 5 estrelas.
Existem jardins, piscinas e vários locais de entrada para banhos no mar.
Desde St. Julian’s fiz o resto do percurso a pé até Sliema.
Nesta noite regressei a Valletta para diferenciar o ambiente diurno do noturno, na capital. E a diferença é abismal.
À noite as principais ruas estão muito tranquilas e a maioria das lojas fechadas. Existem alguns restaurantes e bares que dão alguma animação à cidade.
Após alguma indecisão sobre onde jantar, optei pelo restaurante Margo’s. As pizzas napolitanas são uma delícia.
Mais umas voltinhas nas ruas da capital e regressei a Sliema.
Está a planear uma viagem a Malta e quer saber mais informações sobre o que visitar? Sugiro a leitura das seguintes publicações onde partilho o meu roteiro em Malta.
- Dia 1 – O início da viagem a Malta
- Dia 2 – O paraíso da Lagoa Azul
- Dia 3 – A encantadora Ilha de Gozo
- Dia 4 – Sentir a alma da capital Valletta e das Três Cidades
- Dia 5 – A vila dos barcos com olhos e a mais bonita gruta de Malta
- Dia 7 – A fascinante Vila do Popeye e as praias do norte da ilha de Malta
- Malta: quando ir, o que visitar e onde ficar
*Todas as referências a preços basearam-se na minha experiência no ano de 2021.
Boa Viagem!